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La vem o trem

Ola amigos, seis meses passaram sem novas noticias. Algumas atribulações não permitiram a atualização do site. O motivo foi simples, durante a construção da última maquete as noticias eram diárias. mas agora precisamos colocar a casa em dia. Assim resolvi criar um setor na verdade de dicas. A primeira dica são as publicações da Frateschi. Quando iniciei no ferreomodelismo a leitura foi obrigatória, e hoje a empresa disponibilizou o seu material na internet. Assim a primeira publicação é o ABC do Ferreomodelismo, ideal para sanar as dúvidas que surgem antes do "Ferrovias para você construir". Por exemplo: Quantos vagões uma locomotiva pode puxar?Como colocar duas locomotivas na mesma linha. Até quantos metros se pode ampliar a linha, com um único controlador?.O sonho da primeira maquete, etc.. Então ai vai o link.



A segunda publicação é um manual de iniciação a construção de maquetes ferrovárias, com 16 projetos completos, lista de material necessário, além de ensinar as técnicas de construção de tablado de madeira, assentamento de trilhos, instalação elétrica, cenário, etc...Ai vai o link


Sem truque e com tração.

Todo ferreomodelista que possui locomotivas a vapor já deve ter passado por esta experiencia em especial quando existem rampas no traçado. De repente ela perde tração. Nas locomotivas da Frateschi existe uma pequena borracha de tração localizada no tender. Assim não é raro a borrachinha ressecar, as vezes pelo contato com solventes ou mesmo atrito com a linha. Assim vez ou outra preciso trocar a borracha de tração. Porém sempre pensei em uma alternativa, pois não é sempre que você tem as borrachas em estoque.


A alternativa mais prática que achei e comecei a usar foram borrachas ortodônticas. Quem já usou aparelho corretivo de dentes já deve ter visto que são usados alguns elásticos que possuem diversas medidas e espessuras. Assim procurei alguns e testei e achei alguns cuja espessura eram muito boas. Apesar de serem menores, são bastante elásticos e como são muito baratos, da para trocar sem grandes preocupações. usando duas pinças e um explorador odontológico da para se sentir quase que um dentista ao colocar os elásticos. 
Não existe segredo, se dobrar umas puxadinhas colocam ela facilmente no lugar. A única diferença que as borrachas da frateschi são sulcadas, mas aparentemente não faz diferença e no meu caso a tração parece que ficou até maior. Então fica ai a sugestão.
Estou colocando algumas fotos para ver o processo de colocação.

A fotos abaixo a borracha original e o elástico ortodôntico.

O tender sem o elástico no rodeiro de cima.

A colocação do elástico.

O material usado uma pinça e um explorador. 

Teste de rodagem do tender sem o truque de acabamento, rampa com 2.5 %.




VCD


O padrão de vídeo VCD foi criado em 1993 e lançado comercialmente no final deste ano nos Estados Unidos, Europa e Japão. O VCD foi a segunda tentativa de estabelecer um padrão digital de disco óptico para filmes após o Laserdisc - suas vantagens eram o disco ser um CD comum de 12 cm de diâmetro como os CD de áudio. Na época, aparelhos VCD Players e filmes em disco eram vendidos em lojas, mas o formato não pegou, sendo rejeitado por consumidores e pela industria do cinema pois os primeiros drives Gravadores de CD chegavam ao mercado também nesta época e era relativamente fácil copiar os discos que não tinham nenhum sistema de proteção. Este padrão foi abandonado pelos atuais DVDs e posteriormente os Blu-Ray que dominam o mercado.



Mas o que tem isto a ver com o ferreomodelismo? Acontece que muitos equipamentos reproduzem VCD e a gente as vezes até esquece. Por ser uma tecnologia já não mais usada, todos abandonaram seus aparelhos, semelhante ao que aconteceu com os velhos VHS. Assim tinha em casa um CD Player, aqueles antigos Discman, abandonado na gaveta a muito tempo e por algumas vezes quase foi para o lixo. A razão é simples um aparelho que não se usa mais, e você encontra no mercado livre por 10 reais. Só a fonte custa isto hoje. E ao olhar o aparelhinho eu vejo que ele reproduz Videos do tipo VCD.
Por outro lado as vezes parecem "visitas" maquete e todos ficam perguntando como é que foi feito. Então surgiu a ideia, porque nao fazer um videoCD com a historia da criação da maquete. Hoje existem diversos editores de vídeo rápido assim em dois tempos fiz um vídeo.
O segundo passo foi montar e ai aproveitei uma coisa, o monitor de cãmera que instalei na maquete (se você não viu clique aqui para ver como foi feito) possui duas entradas. Uma direta e outra automática. Assim liguei a câmera na direta e o VCD na automática. Quando liga-se o VCD o monitor comuta sozinho.
Pronto agora as pessoas podem sentar um pouquinho e assistir na mesa de controle o video da construção da Ituty.
Muita parafernália? Até acho que sim, mas como a brincadeira custou o preço de um CD, valeu a pena a diversão além do valor agregado a maquete.
Para apresentar o resultado final, estou postando um vídeo da mesa de controle.

Luz, Câmera, Ação.

Bom amigos o post de hoje eu chamaria de des-necessário.Explico a razão. Não acho que uma maquete necessite ou mesmo não creio que seja importante. A única afirmação  que posso fazer é: divertido. A maquete Ituty possui uma parte em túnel. São três linhas independentes e todas passam por ele. Outro dia uma locomotiva se enroscou no interior do túnel, era algo simples apenas um mal contato por oxidação. Nada que uma limpeza simples não resolve-se. Porém no momento que a locomotiva parou tive de afastar a mesa (ela possui rodinhas apesar do tamanho 2,60x1,40) para verificar.
Bom ai pensei, que legal seria uma Câmera no interior do túnel ajudaria. Fui olhar as minhas tralhas para ver se podia usar alguma coisa. E ai encontrei a salvação, uma câmera de vigilância com infra vermelho, e um monitor de câmera de ré que não usava mais. A vantagem do infra.vermelho é que mesmo no escuro total no interior do túnel a imagem é excelente pois a distância entre a câmera a os trilhos é muito pequena.


Assim foi só fazer a mágica e colocar o monitor na mesa de controle. Como ele é pequeno fiz uma base em madeira para ficar levemente inclinado. Na foto do post você pode ver o monitor no lado direito ao lado do gerador de sons. Como disse anteriormente é obvio que ninguém vai colocar uma câmera só pra isto, mas se tiver as coisas a mão porque não colocar? Com certeza é diversão garantida.



Som para a maquete.

O realismo de uma maquete as vezes passa pelo som. Em minha maquete existe um sistema de som. Apesar do sistema DCC em todas as locomotivas a opção de decoders com sons ainda é um pouco distante. Os Decoders da Digitraxx são excelentes, porém são seis locomotivas e trocar os decoders agora, nem pensar. Eu vi outro dia um decoder da Digitraxx exclusivo de som assim poderia manter os decoders atuais instalados e colocar os sistemas de som.
Porém neste meio termo resolvi colocar o sistema de som da MRC, o symphony 77. Se você pensar como um sistema intermediário ele é aceitável.

A vantagem dos sistema que além dos sons da locomotiva você tem mais alguns sons inclusive como chamado de embarque.
O sistema de som possui dois alto-falantes que você pode colocar em qualquer lugar em seu layout e basta ligar em uma tomada AC. Ele também inclui um amplificador de som e uma unidade de mão.  Há também dois modos de operação, vapor ou Diesel. Estou incluindo um vídeo de demonstração que esta no youtube.

A fonte de energia.

Caros amigos, a medida que nossas maquetes crescem a demanda de energia aumenta e mais cedo ou mais tarde a tensão começa a apresentar seus primeiros problemas. O grande ferreomodelista Balan de Curitiba cantou a pedra e segui o conselho: usar uma fonte de computador que fornece 12 volts com qualidade.
Assim fui a empreita, tinha em casa uma fonte nova e ao ligar..... não funcionou, pensei esta queimada, porém lembrei de um detalhe importantíssimo sendo este o motivo do post.


As fontes de pc possuem uma chave na placa mãe que aciona a fonte apenas quando ela esta conectada. O processo é simples. o conector da placa mãe possui dois fios que acionam a fonte, um fio verde e um preto. 
Veja no conector, uma vez identificado você deve colocar um fio criando uma ponte entre os dois conetores, ou seja ligue o conector verde ao preto. Faça um teste por exemplo com um clip. Uma dica cuidado com os testes e não feche curto errado. Use sempre um multímetro para verificar a tensão.
Uma vez ligado você verá que a fonte vai funcionar. A seguir vamos achar os fios de 12 volts.
Esta é a parte fácil. os fios amarelos são as fases de 12 volts e o preto o negativo. Se você quiser 5 volts, use o preto e vermelho.
Na minha maquete Ituty ainda fiz um pequeno detalhe, ha algum tempo estava comprando leds e achei um dimmer de 12 volts, acho que era para luz de cortesia de carro, enfim algo que custou 10 reais apenas, mas não usei.

 Assim aproveitei que a fonte do pc não tinha regulador e instalei o dimmer. Assim posso regular inclusive a intensidade da iluminação. Na foto abaixo você vê parte da mesa de controle com as chaves de iluminação e o dimmer em destaque.
Do lado esquerdo estão as chaves e uma mapa com leds indicadores das lampadas e sinaleiros ligados. Na mesa de controle não estão aparecendo os controles de desvios (amvs) que continuam alimentados por uma fonte da frateschi que permite inclusive o uso do traçado em modo analógico. 






O tempo não para.

Por várias vezes pensei em montar um relógio de plataforma. Sei que existem em escala Ho, mas tenho também que confessar, prefiro fazer. É logico que a produção de miniaturas principalmente europeias são simplesmente divinas. Porém o desafio de você produzir algo me atrai. Mesmo que as primeiras versões fiquem muito ruins, o prazer de falar que "eu fiz" é muito grande.
Assim nasceu o relógio de plataforma que virou relógio de torre. Comecei com um desenho e relógio e o modelo de Paranapiacaba serviu de inspiração. Atenção, apenas serviu de inspiração, guardem as proporções. O primeiro passo foi o desenho do relógio no CorelDraw. Esta parte foi a mais facil pois trabalho com ele a anos. Embaixo você tem a imagem do Corel 


Como podem ver criei um mostrador e já colocando a parede de tijolo aparente. O relógio possui duas seções, relógio e torre. Fiz separadas e com encaixe por questões de manutenção.As medidas do relógio foram 22 mm x 22 mm e a torre 22mm x 80mm.



Antes que pergunte, e o relógio? Bom o relógio usado foi um de pulso eletrônico, destes quase descartáveis. A maquina costuma ser muito pequena, não mais que 16 mm de comprimento. A fot abaixo mostra a retirada da maquina de um relógio.

O próximo passo a montagem, foi so colar a maquina fixar os ponteiros e de quebra colocar uma lampada no interior da torre. Um macete é colocar algo que bloqueie a luz jogando a mesma somente para frente, no caso usei EVA preto, assim a luz não escapa pelas laterais e ilumina por trás o mostrador.
As fotos abaixo mostram o relógio com a luz apagada e acesa, de forma bem discreta.
Bom se alguém tiver interessado entre em contato pelo blog que posso enviar o arquivo do CorelDraw com o desenho pronto. 



Um parafuso.

Esta semana resolvi colocar a Ten-Wheeler em ponto de funcionamento. Creio que por causa do próprio projeto sempre foi uma maquina complicada. Tenho a minha a uns 10 anos e sempre me deu trabalho. Como vocês viram no post anterior, ela foi transformada de analógica em digital e confesso, o resultado surpreendeu. Depois de muito brigar com a alimentação, ela esta funcionando e bem.
Bom mas uma coisa que não ia bem era a fixação do puxavante ao eixo excêntrico e o braço. Não sei se recordam mas no projeto original era um pequeno pino plástico, provavelmente submetido a pressão de tal forma que a deformação impedia o seu deslocamento. Porém de uns tempos pra cá os pinos começaram a soltar, talvez o peso da idade da maquina comece a pesar e a manutenção agora é de reposição.
Para curiosidade a foto abaixo mostra a braçagem da Ten-Wheeler.



Bom ai vai a sugestão: parafusos para óculos.  A medida acho que deve ser pouco mais de 1 mm, mas é fácil encontrar. Por incrível que pareça, o primeiro que testei foi exato, fácil de fazer rosca em plástico, não ofereceu resistência e o melhor, o acabamento ficou muito bom.  A sugestão cabia até para a a frateschi. substituir os pinos plásticos por parafusos. Abaixo a foto do "serviço", apesar da idade da maquina, dos descascados da pintura que deve passar agora por uma reforma, ela é quase um phoenix que ressurge das cinzas.



Vapor Digital

Uma das maiores dificuldades em converter locos analógicas em digitais é o espaço. De todas as minhas locos a única que era analógica era uma Ten-Wheeler Mogiana. Depois de muito sofrimento, resolvi converte-la. Além do espaço a maquina possui projeto peculiar. Para começo ela possui dupla alimentação, uma no tender e outra na locomotiva como mostra na foto abaixo a alimentação dos rodeiros, que também alimentam a lâmpada frontal da maquina.


O Decoder usado foi da Ane, então depois de experimentar o único lugar que pode-se esconder é na cabine da loco. A fiação deve passar de fora para dentro, então foi necessário criar uma passagem para os fios.

Utilizando uma broca fiz um pequeno furo na "caldeira" da loco criando uma passagem o decoder foi camuflado no interior da cabine sendo necessário desmontar.a mesma, porém no projeto da frateschi isto é simples..
Na foto acima da para ver o decoder com a fiação passando para dentro da loco. Uma coisa importantíssima, mantive a dupla alimentação, assim os fios tanto do tender como da loco foram ligados ao Decoder assim como o motor e lampada. A ligação esquemática é igual a todos os decoders. Preto e vermelho alimentação. Cinza e laranja ligados ao motor, azul, branco e e amarelo iluminação. Para encobrir o decoder foi enrrolado em isolante preto.

A ligação é o ponto crítico, a foto abaixo foi um dos inúmeros testes de contato. Nesta fot tinha acabado de testar só com a alimentação frontal, não funcionou. Então veja as setas, as duas setas azuis indicam os fios de alimentação do tender, eles foram ligados na entrada de alimentação da loco (seta azul a esquerda.  e ficaram com dupla alimentação, como é na loco original)

Por fim loco fechada, e decoder escondido na cabine. . 

  



Algumas árvores: passo a passo.

Caros amigos, resolvi esta semana fazer a manutenção da maquete. Mas como toda reforma, pensa-se também em alguns detalhes que podemos acrescentar. No início montei uma pequena árvore e poste aqui o resultado final. Porém resolvi mostrar passo a passo o processo. Assim vamos aos materiais. Arame galvanizado 0,20, Durepoxi, Cola Quente, Musgo desidratado.

O primeiro passo for cortar 6 a 8 pedaços de arames com cerca de 10 cm e enrolar com aspecto de árvore e tronco. Não esqueça de deixar algumas partes dobradas para as raízes.


A seguir prepare um pouco de durepoxi, e ai vai uma dica, molhe os dedos e a pasta um pouco, ela fica mais macia e menos pegajosa.

Abra um pouco como se fosse uma tirinha, depois é só envolver o arame. Coloque pouco, quanto menos melhor, o suficiente para recobrir.

A foto abaixo da uma noção de tamanho das árvores, estes alicates são do tipo mini.Você pode ver uma árvore já recoberta e outra ainda na fila.


Bom feito isto começamos a parte da pintura. a primeira pintura dos troncos foi feita com tinta acrílica fosca, que uso no aerógrafo. 
Recomendo o uso da tinta Decorfix. Você tem uma gama de cores imensa.

na sequência das duas fotos você pode ver as árvores recebendo a pintura. A cor escolhida foi a ferrugem, mas fica a seu critério.



O próximo passo é super rápido. colar musgo na estrutura. O musgo usado é facilmente encontrado em floriculturas e muito usado para decoração de vasos. não tem segredo, e o preço, uma miséria. Fiz o cálculo do material e cada árvore não chega a 50 centavos o seu custo total. Com o musgo fixado, fica com uma cara de outono.

A última etapa, a pintura do musgo. Em outros posts tenho contado a experiência do uso do aerógrafo. E ai vai um conselho, se você não tem um ainda, esta na hora de comprar e aprender a usar, é fundamental. Neste caso sem aerógrafo ficaria muito difícil ter o mesmo resultado. De qualquer forma foram usadas duas cores uma verde esmeralda e outra chama-se verde musgo.
Uma outra sugestão é uma mesinha de pintura como esta que fiz. Era um tampinho plástico e adaptei um sistema de rodízios de um antigo porta caneta giratório. O resultado é uma mesa giratória que facilita muito a pintura. As árvores foram coladas com um pingo de cola quente e a mesinha então pode rodar a vontade. Terminado a pintura é só descolar e pronto.  



Árvores, uma técnica que ajuda.

Ola amigos, já alguns dias não comento sobre a Ituty. Atualmente ela encontra-se em pouco uso. Preparo-me espiritualmente para a ampliação. Porém antes disto vem a manutenção. Mesmo estando em ambiente fechado e sem pó, as alterações de temperatura fizeram algum estrago. Algumas oxidações surgiram o que dificultaram a condução da corrente pelos trilhos. Outro problema foi que alguns trilhos soltaram dos dormentes. Fruto de dilatações de calor provavelmente. Assim esta semana foi a semana da manutenção, aplicação de limpa trilhos, ajustes, reparos, e esta de novo 100%
Mas como estava com a mão na massa resolvi experimentar uma técnica para produzir uma árvore. Foi feita a parte de arame 0,20 galvanizado. Primeiro cortado alguns pedaços de uns 10cm mais ou menos, e depois enrolados entre si para formar os galhos. A seguir apliquei cole epóxi, pintura e colagem de musgos. Finalmente a pintura do musco com aerógrafo. O resultado: uma árvore realista, melhor das que já comprei prontas.

Uma cerca chamada alambrado.

Um dos desafios do ferreomodelismo é encontrar o material adequado para uma construção. Em minha maquete já coloquei alguns alambrados, mas sempre tive a vontade de produzir sob demanda. confesso que nunca havia tentado pois soldar arames de aço demandam maçarico, e acho trabalhoso. Porém ao conversar com um proprietário de casa de material elétrico sobre assuntos que não o ferreomodelismo o mesmo fez um comentário que me chamou a atenção. Os fios usados em instalação externa de telefonia os chamados FE 100 e FE 160, possuem um núcleo de aço e revestimento de cobre.


Aquela observação foi o que faltava. Os fios FE são bastante rigidos por causa do aço porém o revestimento de cobre faz com que ele aceite solda. "Presto" foi o que faltava e nunca tinha relacionado. Os fios são suficientemente rigidos e podem ser soldados. Com um pedaço de 60 cm de fio descasquei ele como um todo, e parti para a construção, fiz um pequeno gabarito de soldagem para que os fios ficassem perfeitamente alinhados e o espassamento ficasse correto. Rapidamente fiz a solda que o foi aceita muito bem, em seguida apliquei tinta acrilica fosca com o aerógrafo.
Para a tela usei uma tira de tule e aqui vai uma dica, nem tente cortar com tesoura, usei um gabarito feito de alumínio (uma regua fina de aluminio  2 cm de largura) e cortei com um bisturi. Fica perfeito e alinhado, pois o tule escorregada bastante. Em seguida foi so colar o tule com a famosa cola de cianocrilato, vulgo super bonder. Nunca mais compro alambrado. Tempo de execução, uma hora, custo 0,20 centavos de tule (da para uns 20 alambrados de 40 cm). 60 cm de fio FE de telefonia, 0,80 centavos. Alegria de ver um alambrado pronto, não tem preço.


Uma maquete por muitos fios. O fim do desa-fio.


Foi trabalhoso, principalmente no final. Esta pode ser a frase que resume o trabalho do último mês.Vários finais de semana, de trabalho initerrupto, inclusive nesta última semana. Quando iniciei o projeto da parte elétrica, o mesmo era funcional, mais limpo que as ultimas maquetes e tudo transcorreu bem até esta semana. Tive alguns contratempos, lâmpadas queimadas, poste que não respondiam, acidentes (ao fazer um corte para passar a fiação na mesa de controle com uma micro retifica, os fios enrroscaram e quase ranco os cabelos junto com os fios), mas..... no final, dei por concluída a parte elétrica. E posso falar, tudo esta funcionando.




De tudo o que foi mais trabalhoso e que deu menos problemas foi a parte mais complicada: "a mesa de controle". A parte mais fácil e que deu mais problemas foi a passagem dos fios sob a maquete, nao que fosse algo complicado, mas pequenas falas de contato, que as vezes irrita.

Bom nem tudo foi sofrimento, na última hora resolvi sonorizar a maquete, no lugar de sons nas locomotivas, tenho alguns sons que havia produzido como sons de fundo de estação, com conversas, embarques, loops de locomotivas e até sons de locomotivas g12. Estes sons estão em um PalmTop, fica prático sobre a mesa assim voce pode escolher rapidamente com um toque na tela o som. Na mesa coloquei um pequeno amplificador com dois auto-falantes sob a mesa.


Antes que alguem fale, mas não é som na locomotiva, eu digo que sei, mas o som de fundo com conversas e sons da cidade da uma dinâmica para a maquete, pois quer queira quer não as locos já possuem. Mesmo que venha a trocar o DCC das locos e instalar DCC com som, pretendo deixar o sistema de sonorização.

Assim o desafio da parte elética envolveu, 150 metros de fio 0,20 mm, 20 chaves tipo mini alavanca sendo 4 com inversao de polaridade e 6 contatos, 10 postes de linha, 10 postes de rua de iluminação, 6 postes de praças para iluminação das estações, 9 comandos duplos de AMVs, cerca de 50 leds, 50 resistores, 6 conetores DB25, um tubo de solda, muitas ferramentas, alicates de corte, descascador de fio (recomendo os mais caros, pois este realmente funcionam) , muita paciência. SAbe quanto fica isto tudo? Não tem preço ao ver sua maquete funcionando.