E que se faça o verde.



Amigos, estive afastado por três semanas, sem nenhuma postagem, como habia comentado optei pelo acabamento antes do elétrico. Acreditem a locomotiva rodou apenas uma vez no circuito para os testes.
Aliás um conselho, façam isto sempre, ao testar o circuito apresentou pequenos problemas, uma pedra que pega, um alambrado a mais, porém na fase inicial, em 2 minutos você resolve o problema. Por fim comecei a despejar o verde.



A montanha de fundo optei por usar musgo desidratado e pintado com aerógrafo, em dois tons de verde, no fundo um mais escuro e depois um mais claro. Tinha pensado em deixar áreas em descoberto, mas.. a qualidade deixou a desejar e optei por usar o musgo em toda a face.
Vocês podem ver na primeira foto que as árvores ainda estão sendo colocadas. Estou co três tipos de arvores, em lote feito em casa, outro comprado a algum tempo e uma boa quantidade da minitec. Estas últimas ainda não estão colocadas,vou deixa-las para o final por serem de cores mais vibrantes.

A vegetação tenho usado um material adquirido do Cordeiro (Cordeiros Hobby) vocês podem vê-lo no acabamento dos trilhos.

Bom existe uma área muito grande que ainda não pensei qual o melhor acabamento, por esta razão apliquei grama verde escura, de produção caseira. Esta grama foi feita com misturas de materiais que foram passados em um moinho e depois por tingimento.

A vantagem de se praticar ferreomodelismo é que estes materiais são relativamente antigos, produzi há alguns anos e guardei, assim devo ter uns dois quilos ou mais de grama de cores variadas. Ai vai a dica, teste materiais, aplique com peneiras metálicas o resultado é muito bom.

Na foto ao lado vocês podem ver todos os materiais, abaixo a esquerda, grama estática (coisa de primeiro mundo), margeando os trilhos vegetação (material sintético, espuma triturada em micro flocos) no meio madeira micro triturada em moinho ( as diferenças de cores é resultado da cola, ainda úmida), ao fundo musgo desidratado.


A hora da decisão, qual caminho seguir.

Toda maquete chega em um momento que esbarra nos AMVs maquéticos, ou seja voce tem que escolher qual caminho seguir. Após mais de um mês de trabalho, com trilhos assentados, era do gesso concluída, carpintaria terminada, tem-se três caminhos a seguir: paisagem, elétrico, decoração.
Toda maquete precisa destes caminhos, a primeira é formada pelo acabamento da paisagem, envolve pintura, e muito paciência e criatividade, a parte elétrica muita das vezes é a mais desejada pois ai você já pode por "material rodante", e a terceira é sempre a última mas pode começar a ser executada que é a decoração final.


Tomei a decisão em seguir com a paisagem, pois envolvia pintura e ai um conselho, por melhor que fique no final ela irá precisar de retoques. A sujeira da construção pode comprometer um pouco, assim um retoque final ficará mais fácil e rápido.
Assim, a maquete foi dividida em três partes para o trabalho, atualmente ela se encontra na segunda metade, e que acarretará em três semanas de muita coisa a ser feita.
Em um post anterior coloquei algumas fotos da primeira metade da paisagem, neste post coloco uma foto da segunda mensagem.
Nesta fase estou decorando a região dos túneis, estou utilizando musgo desidratado (cor de palha) e aplicação do aerógrafo em seguida. E ai vai uma dica: use duas ou mais cores como verde musgo e verde esmeralda da corfix, com a cor mais escura de fundo.

Ainda sobre vegetação uma conversa rasteira.

A maquete ituty esta recebendo tres tipos de vegetação rasteira e dois tipos de arvores. Começando pelas arvores, o material esta sendo reaproveitado adquirido ma minitec.
Quando a vegetação rateira, estou usando três tipos de vegetação, grama estática, turfos e musgos desidratados.
Estou fazendo este post para fazer um comentário, se você não tem um aerógrafo, desista e comece de novo, o equipamento é fundamental, grama, musgos, tudo acaba recebendo um acabamento aerográfico, e se você acertar a cor , melhor ainda.

Relato o corrido, colequei um musgo que "não caiu bem" na primeira cor (verde musgo), porém ao aerografar com verde esmeralda, o realce foi sensacional tornando o padrão para o acabamento. A maquete encontra-se na faze que poderia seguri dois caminhos, parte elétrica ou decoração. Como não tenho pressa de colocar material rotante optei por adiantar um pouco a decoração e ao fazer a parte elétrica concluir a decoração (que ainda esta longe).
Estou fazendo isto pois aquela maquete branca incomoda um pouco e podemos dar uma cor que ainda pode ser ajustada além de permitir alguns testes.
Na foto abaixo você tem os tres materiais mais a esquerda musgo, no meio grama estática e a direita os turfos.


Como era verde a minha grama


O post de hoje é sobre um assunto que ja fiz vários testes, como reproduzir vegetação, confesso que já usei de tudo inclusive produzindo algum material. A minha primeira tentativa foi com serragem pigmentada, o resultado é satisfatório porém a maquete Ituty merecia algo melhor afinal de contas é a quarta maquete deposi de alguns anos já de experiência. Lí muito sobre grama estática, achava que era um certo preciosismo, porém meu conceito mudou radicalmente ao utilizar.
Se vocês não conhecem visitem o site da Woodland Scenics, nestas horas tenho inveja dos estadonidenses, simplesmente sensacional. Se duvida visite o site ou veja a foto abaixo, produzida a partir de materiais da Woodland Scenics.



Bom voltando a terra Brasilis, você encontra grama estática da Woodland na Brasil Hobbies, o preço nos estados unidos é de 10 a 15 dolares, mais frete e quase o preço que voce encontra aqui, então vale a pena.
Outra coisa , você vai precisar de um aplicador de grama estática, você encontra vários tutoriais de como fazer um de form bem simples. Se não encontrou clique aqui.
Se desejar assistir um video veja aqui.
Na foto abaixo o aplicador e a grama estática da Woodland.




A era do Gesso. Gipsita e Poliestireno, a dupla que domina.


A era do Gesso é obvia, em algum momento fica tudo branco. Rampas e túneis envolviam a dupla. Uma técnica que aprendi em outra ocasião era a produção de curvas de nível cortadas, coladas e acabadas. utilizei esta técnica com um cortador de isopor construido a partir de um ferro de solda com ponteira de 10 centímetros em cunha.
Porem o arcabouço foi construído com tiras de um polímero que tinha em bastante quantidade em casa. ( A filosofia dos 3Rs).
Assim a estrutura maior foi construida e os demais relevos com poliestireno.

Algo que irrita bastante na era do gesso é que uma vez feita voce não tem como tirá-la do tablado. Estou testando um sistema modulado. a idéia é construir módulos que estão livres que podem ser tirados, pintados, feita a manutenção, somente no acabamento final você retoca as emendas. Já tinha visto isto em um texto informativo, mas não desta magnitude.
Você vai perguntar qual a vantagem, para mim duas, você pode construir e detalhar fora do tablado, envolvendo ai pintura. e a segunda vantagem manutenção. Qualquer problema voce desmonta e monta novamente.
Apesar de não a hora da postagem vou colocar uma foto de uma amostra de teste para que compreendam o conceito, depois explico como fazer.

Na foto acima o início da construção dos túneis, antes da aplicação da gipsita.



Auge da era do Gesso, parece bolo de aniversário mal feito, haja branco total. No canto superior direito um "canto" e a concepção do sistema modular pode ser vista na foto abaixo, quanto a mesma estava em teste de acabamento.
O mesmo canto foi usado para um teste de pintura e acabamento, a vantagem do sistema modular é esta, todas as peças de relevo feitas com gesso podem sair para receber o acabamento, depois voltam para o seu local definitivo. O único problema, tem muita coisa ainda por fazer.

Trilhando os caminhos da oxidação, e viva a ferrugem.

Em alguns posts sobre o projeto comentei que a extensão total envolvia 30 metros de trilhos. para tal seria necessário saúde para dar e vender e principalmente dinheiro no bolso.
Assim optei por recuperar trilhos já utilizados nas versões anteriores, e olha que são trilhos decenários.
AMVs são complicados, agulhas que não respondem, bobinas com problemas, eixo de movimentação comprometido, de tal forma que consegui recuperar apenas 4 amvs. os demais seriam novos.
Quanto aos trilhos, um pouco de cola, brita, e muita oxidação com óleo. péssimo para condução elétrica. A solução, polir a parte metálica, e recuperar a parte plástica dos dormentes.

Os trilhos frateschi code 100 são bons pretos. O ideal seria uma cor próximo a ferrugem. Então a solução encontrada foi utilizar um polidor com auxilio de uma micro retifica sem fio, que apesar da menor rotação que a com fio 10.000 contra 30.000) deu conta do recado.
Existe um acessório de polimento feito a base de feltro colado que absorve o polidor e atrita bem o trilho.
Em seguida foi colocado uma mascara nos trilhos e uma pintura com Decorfix cor "ferrugem". Pronto tira a ferrugem de um lugar e passa para outro.
Duas observações, o trabalho é simples, mas a quantidade de trilho e o uso de mascara de pintura deixa-o demorado.
Quanto as trilhos flexiveis, basta desmontá-los, pintar e remontar.
Na foto acima você pode ver o antes e o depois. O da esquerda voce observa o trilho oxidado e dormentes pretos, no da direita após polimento e pintura com aerógrafo.

Na foto acima o polidor de metais é conhecido de todos, fabricado na terra no "nossos hermanos", a ponteira da retifica verde do cobre oxidado e um bom algodão para limpeza final.
Pintura dos trilhos flexíveis.

Aerógrafo. Uma pintura de equipamento.


A grande vantagem do ferreomodelismo é a capacidade de envolver diversas capacidades, senão vejamos, você deve ter conhecimentos de carpintaria, de eletricidade e eletrônica, e pintura.
Por isto hoje o post é sobre aerografia. Por melhor que sejam as suas pinceladas, nada substitui um aerógrafo. Para tal você irá precisar de um compressor e do aérografo. Bom a dica que usei você encontra no site "Cosntruindo um compressor com inalador".
Idéia simples e suficiente para os nossos trabalhos, somente recomendo que: escolha bem as tintas, preferência para as tintas acrílicas. As que utilizei e são muito boas são as tintas da Corfix (Tinta Decorfix fosca)
Outro problema comum as aerografistas de plantão é a diluição. Olha a solução que voce encontra nos fóruns. É brilhante.
Por fim, se você ainda não têm, você precisa ter, representa um upgrade na qualidade da sua maquete.

Tinha uma rampa no meio do caminho


Minha primeira experiência com rampas foi trágica. Ocorreu em minha segunda maquete. Fruto de uma tentativa de mudança do traçado, enfim marcou o seu fim.
A nova Ituty não poderia conter os mesmos erros, assim era prevista duas rampas, uma de entrada e outra de saida. Segundo o livro da Frateschi: Abc do ferreomodelismo, as rampas devem ter um angulo máximo de 3%, ou seja para uma elevação de 6 cm, precisamos de 2 metros.
Segundo os termos de referencias para ferrovias trens de passageiros em bitola estreita em regiões montanhosas devem ter rampas de no máximo 2,7%.
Resultado a nossa rampa deveria ter um acesso de dois metros para uma elevação de 2,7%. O primeiro passo foi a montagem das bases para elevação. Foram feitas de MDF em medidas com intervalo de 0,5 cm que suportariam a placa de madeira de fibra. A primeira parte com afilamento de 0,1 mm.
A rampa em curva tinha de ter um bom grau de acerto sob a apena de descarrilamentos o que ninguém quer em sua maquete.
A primeira foto apresenta a colocação dos pilares de mdf.
A seguir foi colocada a rampa em fibra de madeira, observe que ela havia sido produzida a partir do molde em papel.
Além das rampas, parte do tração ocorria em fase elevada o processo foi o mesmo, de tal forma que o circuito interno possui 75% do mesmo em rampa ou em estrutura elevada. Um bom desafio que mostrou ser eficaz nos testes de linha.
A rampa já com EVA assentado.

A segunda rampa já foi mais divertida, resolvi montar uma estrutura em treliça ou em cavalete. O modelo partir da Centro-Oeste. Assim com madeira filetada la foi uma tarde de trabalho bastante divertida. neste dia descobri outra novidade que será colocada no próximo post.
O produto final rampas prontas inclusive com o EVA assentado.

Quando o molde é importante

Bom na última postagem comentei sobre os trilhos que iriam ser utilizados na maquete. Porém como o trabalho foi iniciado no período de dezembro/2010-janeiro/2011, muitas das lojas que estou habituado a comprar estavam em férias. O que fazer? Uma medida que recomendo somente se tiver a certeza absoluta do que esta fazendo: "moldes".
Foram feitos moldes inicialmente em jornal das curvas tomando medida raio mínimo de 360 mm, menos que isto temos problemas sérios com material rodante. com os moldes na mão foi feito o desenho do traçado na mesa.
O que muitos fazem é fazer o traçado direto com os trilhos, mas tinha de confiar nos moldes inclusive dos amvs, sob a pena de qualquer erro por alguns centímetros poderia provocar um erro enorme multiplicando-se nas junções.

O mais importante da precisão era o fato de que iria utilizar eva de 3mm como base e iria preparar tudo sem os trilhos, inclusive com rampas e pontes. Valeu a pena o risco. pois entre o início da execução e o assentamento dos trilhos decorreram quase dois meses.
Uma vez definido o molde, os mesmos foram feitos em "papel paraná - 80", um tipo de cartão vendido em placas. Na foto abaixo estão moldes de raio 360 e 418 mm. Usei estas medidas pois eram compatíveis com trilhos flexíveis da frateschi. Posteriormente esta decisão foi acertada e util, pois acabei utilizando alguns trilhos rígidos da antiga "fênix".


Outra grande utilidade dos moldes foi a produção das futuras rampas, (estavam previstas duas rampas) e a base seria feita de chapa de fibra de madeira. (Nas fotos acima molde em papel paraná e abaixo suporte das rampas em chapa de fibra). Ao fundo da foto podem ver o traçado já riscado a partir do molde.





O Projeto

Todo projeto começa no TrainCad, porém neste caso tudo começou com um email que havia enviado ao Guilherme David, autor da maquinta. Achei o projeto muito bom, tinha sido publicado na revista Trens Modelismo. Tomando o projeto como partida foi feita a concepção da Ituty. Algumas caracteristicas importantes, tres circuitos independentes, uma área de manobra, mais de 30 metros de trilhos. 15 amvs. Algo digno de uma quarta maquete.

Antes que pergunte todo ferreomodelista deve utilizar os tres Rs, Reduzir, Reutilizar e Reciclar. depois de 3 maquetes o material rodante esta em excelente estado (depois mostro como fazer uma caixa transparente) e trilhos possuem o grande problema da oxidação.
O material crítico são os desvios e pouco se aproveitou. Assim foram necessarios novos pares de desvios e trilhos flexiveis (um total de 12 trilhos), pelos cálculos seriam necessários 25 trilhos, a diferença foi de material re-aproveitado.
Em breve as novas psotagens irão reportar o maior desafio, contruir sem trilhos.


A Quarta maquete. - Ituty


Bom o primeiro passo foi dar um nome para a maquete, surgiu ai a "Ituty". O nome será explicado bem mais tarde, mas tem uma origem que remonta várias pistas.
Bom o projeto da nova "Ituty" é ambicioso. Primeiro passo foi refazer a base de sustentação uma mesa de metalon com medida de 1,20 x 2,60 ( com tabuleiro) e também mesa de controle embutida.
Neste novo planejamento foi necessário algumas definições. O controle elétrico, os recursos de decoração, o traçado, o detalhamento, assentamento de trilhos.
Assim estes tópicos serão os presentes no Blog.
Bom o primeiro passo foi na verdade a conversão do sistema analógico para o DCC.
Para quem não conhece o DCC, recomendo a leitura de alguns ítens e fóruns.
Recomendo este: Railbuss - DCC.
O primeiro passo foi a escolha do controlador e decoders. A opção foi pelo controlador da Bachmann, o EZ Command



Nada é definitvo. A 4ª maquete a caminho.

Enfim, ao pensar que a terceira maquete era a definitiva, estava enganado. O local em que estava montada a maquete foi reformado e então em não mais que uma hora ela foi desmontada
Parece insanidade mas tinha planos um dia de construir uma nova.
O objetivo era aumentar o grau de complexidade e o pontapé inicial começou com um desejo antigo, converter todas as locomotivas em sistemas digitais, abandonado de vez o controle analógico.
Mas isto é assunto para a frente. Assim em uma manha de domingo no mês de agosto foi abaixo a maquete Fênix. para dar lugar a nova estrutura. Enfim no ínicio de dois e onze ela começou.


A 3ª e definitiva maquete - A parte elétrica

A parte elétrica básica já é conhecida de todos os ferreomodelistas, que envolvem alimentação dos trilhos dos amvs controles e etc.

Por se tratar de terceira maquete, esta em especial resolvi aplicar alguns principios que outrora estavam na prateleira. Assim diversos controles principalmente no que diz respeito a iluminação foram inseridos. Uma maquete com parte urbana envolve necessariamente a instalação de postes de iluminação. Tenho um estoque razoável de lâmpadas de 12 volts incandescentes menores que as lampadas de led. O tom amarelado dão o toque especial. Na primeira maquete já havia produzido um conjunto de postes e apenas um estava queimado. Observo que no mercado voce encontra material de excelente qualidade mas nada da mais gostos do que voce ver que seu projeto foi satisfatório. Porém nao deixei de incluir alguns postes artesanais de maior qualidade, adquiridos do nosso amigo Alfredo Lupatelli.

Outra coisa que atormenta a todo ferreomodelista é o tal do desengate. Os desengates magnéticos da Frateschi são ótimos, mas para fim de linha. Resolvi colocar em prática o projeto do desengate eletromagnético. Utilizando fio de cobre esmaltado 28 fiz duas bobinas envoltas em uma estrutura em forma de "t". Funcionam perfeitamente com a vantegem da chave na mão.

Outra inovação surgiu de um fórum, ao usar dois controladores a manobrabilidade é boa, porém tenho tres circuitos. No forum existia a sugestão de instalação de uma chave tipo HH na locomotiva, porém esta ideia é pouco prática, o que fiz foi colocar duas linhas isoladas no mesmo controlador e uma chave inversora assim tenho a opção de mesmo sentido ou sentido contrário, o que aumentou significativamente as possibilidades.

Por fim resolvi colocar um dimmer na iluminação, um pouco de trabalho alguns projetos mal sucedidos, mas no fim um potenciometro de 10k acompanhado de alguns resistores e um transistor retificador pronto.

A 3ª maquete a definitiva (por enquanto) - O relevo.



Desculpem amigos se nao dava noticias foi uma questão de tempo. Enfim voltei. Bom no ano passado resolvi retomar a construção da 3ª maquete, casa nova, ja havia deixado o espaço reservado. Da Segunda maquete so sobrou a estrutura metalica que apesar de nao ser excelente é funcional. Tve a oportunidade de construir uma bancada dobravel, o que é conveniente. Assim as reformas ficavam mais faceis. Bom "não cometerás erros" esta foi a decisão, fundamental, traçado plano, com material que ja existia, rodante tambem, a ideia era criar tres circuitos distintos, dois controladores e amvs interligando. Apesar de simples para quem ja tinha experiencia, ela não era para um novato. Resolvi investir um pouco mais na parte eletrônica. A grande novidade seria os desengates eletro-magneticos, que ja fora testados na 1ª maquete mas o resultado naquela epoca tinha deixado a desejar. Porém algumas técnicas foram aplicadas e o resultado eu julgo excelente.

O relevo, todo ferreomodelista tem este problema, você já leu nos posts anteriores, a primeira técnica que havia usado era papel e cola. è uma técnica boa porém achei muito demorada e o resultado deixava a desejar em alguns aspectos. Outro problema eram as curvas de nível.

O primeiro ponto de destaque tenho que fazer com relação ao relevo peço desculpas por não ter fotografado as fases para mostrar, mas vou detalhar o máximo possivel.




Bom a técnica aplicada é simples, e ai vai a receita de bolo. Foram utilizadas placas de isopor de 10mm, cortadas ja no formato desejado mas sobrepostas e coladas, voce forma uma pilha, em seguida com auxilio de um ferro de solda molde tendo o cuidado de aparar as ementas.

Em seguida lixe, nao é necessário muito cuidado.

O pulo do gato vem agora, aplique uma camada de gesso e deixe secar.isto resolve as imperfeições e permite um acabamento melhor.


O proximo passo foi aplicar a pintura de fundo, usei tinta látex, no caso usei cor de cerâmica.

Novo passo ai vem cola, aplique com trincha. e aplique a vegetação.

Um adendo, a vegetação voce pode comprar pronta ou como todo ferreomodelista conhece serragem peneirada e pigmentada com tinta xadrez. faça varios tons.

Uma vez aplicado, voce verá que tudo esta muito uniforme, ai entra o seu trabalho. Com auxilio de uma escovinha retire em alguns pontos o excesso, na natureza a vegetação não é tão uniforme.

Outra dica, aplique tinta látex de cores claras com areia e escuras como cinza, fazendo as incrustrações de rocha.

O resultado julgo muito bom, você pode construir tuneis, morros, o que precisar. Estou postando algumas fotos do relevo acabado. Até a próxima.










A segunda maquete - 1ª e única parte.


Bom amigos, como viram a primeira maquete havia sido um sucesso, porém passado algum período, resolvi alterar de forma drastica a querida linha. A proposta era permitir uma linha auxiliar ao loop interno que permitiria a manobra de composições mais longas, o que obrigaria a criar uma passagem de nível e um cruzamento em nível. No projeto até que parecia razoável. Comprado alguns complementos e iniciada a parte de carpintaria, seguiu-se o novo assentamento. Sem percalços na primeira fase seguiu-se a decoração. Ai esbarrou-se no problema. Quando voce projeta um traçado, todo na verdade se encaixa em sua execução, mudanças são complicadas e o inevitável ocorreu, "a obra parou".
Com isto surgiu-se um problema obvio não era possivel progredir nem voltar a forma anterior. O que aconteceu dai para frente foi cobrir a obra inacabada para evitar maiores comprometimentos. Passado um ano e algumas mudanças necessárias só restou desmontar todo o traçado, encaixotar tudo, desfazer a parte eletrica e simplesmente encerrar a mudança. Assim do que restou, o tampofoi serrado para o descarte. Era o fim da 2ª maquete. Porém como Fênix. o 3º traçado estava por vir.

Intrumental


O instrumental de um ferreomodelista. Pinças de vários tamanhos, bisturis, estiletes, tesouras, parece uma mesa cirúrgica.

Dappen pra que te quero.


Algumas dicas são interessantes, vamos supor que você precisa de uma janela de casa. Dá para copiar? A resposta é sim, muito do ferreomodelismo pode ser feito com materiais simples. Uma das coisas que uso são materiais odontológicos. Estava a construir algumas edificações para a maquete e precisei de algumas janelas. Fiz a cópia com material de moldagem e usei resina acrilica. Arrisque um dia. A propósito Dappen é o nome do potinho de vidro usado para preparar a resina (na foto), a janela cinza é a original e a azul é a cópia.

A primeira maquete - 3ª parte.

O trabalho de assentamento havia sido concluido, o cenário já composto, restou a parte elétrica da maquete. A parte elétrica, uma vez dominado os conceitos, é relativamente simpless. Afinal a questão é alimentar os trilhos e isolar
algumas áreas. Porém apesar de não comentar sobre isto, cabe aqui lembrar da importancia do planejamento do traçado. O isolamento apesar de ser simples pode levar a alguns problemas que acarretam a diminuição ou extinção da manobrabilidade. Não esqueça de prever isolamentos em estações ou área de retenção de composições. Recentemente em um fórum de  discussão comentava-se  o fato de muitos 
ferreomodelistas criarem apenas
 ovais que permitem apenas  loops intermináveis. Uma sugestão sempre modifique alguma coisa em sua maquete mesmo deposi de concluida, preveja áreas de aumento, pequenas mudanças de trilhos, pois isto irá  permitir a gostosa manutenção do seu projeto.Enfim a primeira maquete  ficou pronta, dela restaram apenas as fotografias, pois ela passou por um profunda mudança que culminou  com a sua extinção  e o surgimento de outro projeto, que é assunto para frente.

A primeira maquete - 2ª parte.

Resolvido o problema do assentamento dos trilhos passa-se a colocação do lastro, neste vídeo você poderá ver como o processo é realizado. Você encontra a técnica em diversos materiais escritos como o ferrovias para voce construir ou no site do Centro-Oeste na construção de maquetes, tirando a parte do trabalho e da calma não sobra nada, ou seja dará muito trabalho e você terá que ter muita calma.

Com relação a relevo de decoração existem diversas técnicas para se fazer terrenos, a primeira maquete optei pela técnica do papel craft, cola e papel absorvente. Voce encontra em diversos textos, como realizar, mas tambem no site da Centro-Oeste.(Veja aqui a técnica).
O resultado final ficou muito bom, porém existem outras técnicas que são mais trabalhosas em alguns aspectos e com resultados também muito interessantes.
Hoje por exmplo ao ver as fotos desta primeira maquete ela traz alguns problemas que se fossem feitas hoje não seriam cometidos, porém um conselho interessante, aprendemos com erros e acertos, por pior que possa parecer de imediato a nossa maquete ela nos serve para o desenvolvimento de técnicas, e aprendizado. Cada construção tem o seu grau de dificuldade, no meu caso, tudo era aprendizado. As técnicas de relevo, produção de vegetação, de material decorativo, montagem de edificações, proporção e escala foi fundamental na minha formação como ferreomodelista.


A primeira maquete - 1ª parte.


Após alguns dias afastado volto ao nosso blog, bom era corria o inicio do século, não pense que é o XX, e deu-se inicio o projeto da maquete. Após dias e dias trabalhando com o TrainCad chequei ao traçado ideal para o iniciante, dois circuitos sendo o externo com derivação e o interno com pátio de manobra. Acho este modelo muito bom para o iniciante. Parte da inspiração veio da própria frateschi que possui um livro muito bom chamado "Ferrovias para você construir". Se você é marinheiro de primeira viagem eu recomendo. O primeiro passo foi construir o tablado, na época ele media 1,60 x 2,20, um tamanho muito bom. A estrutura de baixo foi feita de metalon com rodinhas. Muito útil para o deslocamento enquanto se trabalha e a parte superior de madeira compensada de 10 mm. Um tablado deste é relativamente barato e útil pois posteriormente detalho mas caso voce deseje mudar a sua maquete, basta trocar o compensado. Apesar da inicial dificuldade de monstagem do circuito, usei trilhos rigidos, mas dou uma sugestão tão logo tenha um pouco de habilidade use trilhos flexiveis. Recomendo comprar algumas ferramentas básicas para o trabalho: impossivel trabalhar sem uma microretífica, voê pode  usar uma sem fio ou com fio, mas recomendo uma com boa quantidade de rotações uso uma que atinge 30 mil rotações/minuto. Recomendo também comprar um martelo de vidraceiro, voce vai precisar para assentar os trilhos. Outras ferramentas são costumeiras alicate de bico, de corte, chaves de fenda, tudo isto terá utilidade na primeira fase de assentamento.

Caminhos do Ferreomodelismo - 2ª parte.






Enfim vamos as compras, ir a uma loja de ferreomodelismo sempre é legal, mas nos tempos de hoje comprar pela internet  tem sido uma mão na roda. Ai abro meus parenteses, fiz compras em diversas lojas no Brasil e se  você tem receio, perca-o hoje mesmo. O pessoal atende muito bem, alguns aceitam cartão de crédito, 
voce pode parcelar suas compras. Minha primeira compra foi na Hobby Delivery
e engraçado exceto esta primeira compra acabei não realizando 
novas compras por lá. Recomendo outro site imperdível o do Alfredo Lupatelli em São Paulo há mais de 45 anos no negócio, dai imagine a experiencia.
 Outra loja muito boa é a do Rogerio
 Cordeiro em Santo André. Próximo a minha  cidade em Ribeirão Preto recomendo a SFHobbies, e por fim em Minas  comprei material de decoração  na Hangar. No mercado livre voce encontra um pessoal muito bom tambem como o DSmodelismo. RCPetri. Bom Vamos as compras.

Caminhos do Ferreomodelismo - 1ª parte.

Bom uma idéia na cabeça e...... Este foi o início do caminho, antes de começar a comprar tudo que via pela frente optei estudar sobre o assunto, afinal eu era um "drive not found" do assunto. Achei que o melhor seria buscar na internet.  A primeira parada foi na página da frateschi onde encontrei o informativo dela e algumas publicações que estavam disponíveis. andei procurando algumas lojas também, mas este é assunto para algum post para frente. Duas coisas que fiz eu recomendo a todos, primeiro entrei em diversos grupos de discussão disponíveis no yahoo, existem diversos grupos sendo ótimo você participar ativamente, grupos como o Hom, Trens e fotos, Trens, SBF news, entre outros. Visite-os. Outro que considero impertivel é o site da Centro-Oeste, mantida pelo Flávio Cavalcanti, conhecido nos grupos de discussão, considero o site dele o meu "bê-a-bá".



Lá conheci técnicas simples, como resolver problemas com AMVs, como fazer relevos, material decorativo, etc, etc. Por um tempo o site esteve fora do ar, mas agora parece que está no ar novamente. Visite, leia atentamente e anote o for preciso, um dia será necessário. A internet aliás foi uma ferramente de primeira para que pudesse me formar como ferreomodelismo, aliás fica a sugestão, poderiamos criar um curso a distância de ferreomodelismo, fica lançada a idéia.

Porque Ferreomodelismo - 3ª parte.


O interesse por ferreomodelismo pode ser dividido em duas partes, nos posts anteriores estão talvez as razões sub-conscientes. Porém a prática teve como pontapé na "terra" da Frateschi, ou seja em Ribeirão Preto. Até então não sabia da existencia do modelismo ferreo e de sua produção nacional. 
Estava em uma das muitas viagens a Ribeirão Preto, e em um passeio por um Shopping me deparei com uma loja que comercializava alguns produtos da Frateschi. O que me chamou a atenção foram os carros de passageiros da Companhia Mogiana. Pronto, estava feita a descoberta. Interessante que ao passar por Ribeirão encontrei outra Loja em outro Shopping, esta  especializada em modelismo onde pude ver o detalhamento de uma maquete. Pois é, acho que já existia um desejo sub-consciente, ainda vejo que existe no Brasil uma empresa que se dedica ao ferreomodelismo, e conheço uma maquete, não era possivel resistir. Daqui para frente terminam-se os porques e iniciam os caminhos do ferreomodelismo.

Imagens


Fotografia e modelismo andam juntas. Nesta série: imagens, vou postar algumas fotos interessantes que tenho encontrado. Não espere um photoblog, mas são imagens em que existe um misto com poder de nos levar a imaginar quão real ou surreal pode uma imagem nos levar.